quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Adeus Ano Velho e Feliz Ano Novo

Mr. X

Parece que mais um ano esvaiu-se, ou melhor, acabou. Todos os planos realizados, metas alcançadas, festas preparadas; amigos, amores, temores também... Enfim, tudo.

É hora de colocar em práticas aquelas velhas tradições – pra quem é supersticioso – de fim de ano; seja qual for a sua: rosas ao mar, saltar onda, oferenda ao santo.

(...)

Nossa... Esse texto tá chato. Que tal dar uma cara um pouco mais moderna e ridiculamente menos mecânica, hein? “Saltar onda... Seja qual for a sua... Aquelas velhas tradições” Ah! Faça-me o favor! Mas que texto meia boca esse.

Pois é gente, além daquelas velhas e chatas tradições de fim de ano, ainda temos que agüentar algumas dissertações simplórias e sem vida de pseudoletrados. Pessoas que aprenderam a escrever com “Faça a redação perfeita” ou “Redação no vestibular: dicas e o passo-a-passo”.

É um verdadeiro circo dos horrores! “Vejam o texto que eu fiz, minha banca de professores predileta”. –É... Pela maneira como foi escrito, pela forma que foi montado e coerentemente contextualizado: Hum... Eu dou dez! –Ah, eu também! Mas que coisa incrível: ele aprendeu direitinho! Ouviu pacientemente tudo o que o professor falou, fez os simulados, aprendeu o discurso direto e o indireto; soube fazer bom uso das figuras de linguagem... Perfeitinho.

“Ai! Bonitinho, sentadinho, adestradinho como o meu lindo cãozinho!” Eca. Fico assustado de imaginar tal coisa... Esse aí vai ser um excelente profissional, eu creio: Freqüentar todas as baladas e choppadas da faculdade; pegas todas as cachorras, fumar muito baseado... Afinal: “Dei um duro no cursinho, né, pô?” E no fim das contas, depois de uns dez períodos de reprovações, ele pega o canudo do seu curso de direito. É... Eu queria saber só no que ele acredita e o que defende.

Mas não estamos aqui pra mostrar a conduta de alguns dos nossos jovens dentro da universidade. E é claro que esse é um discurso individualista, mesquinho e sem consideração por aqueles que querem alguma coisa de verdade. A esses eu peço desculpas, até por que eu não quero crucificar ninguém e muito menos me colocar num patamar acima da razão. Longe de mim. Eu só tô querendo escrever o meu texto, que por sinal não aborda diretamente essa questão.

Okay, é... Vamos em frente, por favor.

Como eu estava falando antes d’eu mesmo mo interromper com pormenores(adoro isso), somos obrigados a engolir produções sem ânimo e frescor dos nossos aspirantes a profissionais. Não é por que a banca examinadora vai corrigir a sua redação é que você tem que me impressionar. Aliás, nos impressionar, diga-se de passagem. Eu falo por mim e por uma legião de leitores famigerados, loucos dentro de seu íntimo por um pouco de irreverência e originalidade. Que saco! Odiaria visitar a página de um blog ou de pegar um texto de um jornal – ãh... Não preciso dizer que não é uma notícia, né zentsie? – e encontrar um texto desse jeito:

O Brasil é um país com inúmeros recursos, porém desigual. Os problemas são os mais diversos: da destruição das matas até a defasagem do ensino público. O governo, na tentativa de conter os problemas, desenvolve soluções emergenciais; programas de ajuda pouco eficientes e que agravam ainda mais a situação em que o país se encontra. No ritmo em que as coisas estão, a esperança do brasileiro vai diminuindo; o ânimo e a vontade de lutar pelo progresso também.

Vemos famílias exibindo um luxo quando enfeitam sua árvore de Natal, ao passo que na mesma cidade, e até no mesmo momento, uma outra família anseia, expecta, por uma única refeição à meia-noite dentro de seu contexto de exclusão social.

Ai, que chato! Alguém me dá um copo d’água, por favor? Minha nossa, tive até um rebuliço agora há pouco; não sei se eu estou emocionado ou enojado... Olha, se por acaso vocês querem escrever esse roteiro piegas... Vão em frente! Eu pouco me importo com tal desalento, afinal cada um escreve o que quiser e quando quiser: Esse é um país livre.

Eu lamento muito. Gostaria que nossas mais brilhantes mentes pudessem se soltar, mas se soltar de verdade; como pássaros libertos e libertinos. E não se prender a temas que a gente vê todos os dias no noticiário. É óbvio que eu devo ressaltar que é importante sim se prender a um tema; refletir, discutir a fim de criar soluções. E a banca examinadora, meu futuro universitário, quer saber se você é capaz de fazer isso. Será que o é? Eu não duvido... Cada um sabe a competência que tem.

Mas chega, né? Minha opinião é expressamente inconveniente; até por que a realidade não vai mudar, pro meu lamento.

“Fim de ano, ô coisa boa! Não vejo a hora de chegar o ano que vem, quando tudo vai mudar na minha vida. Não vou mais beber, vou me dedicar mais ao trabalho; sexo às vezes também é bom – as coisas vão dar certo!” Promessas e promessas, o mesmo blá-blá-blá de sempre. Eu também não largo os clichês, hein? Todo mundo fala mal das promessas de final de ano.

Certo, eu só gostaria que as coisas mudassem um pouco nesse próximo ano, que as pessoas parassem pra pensar um pouco mais nos outros e revissem seus próprios valores, que não se preocupassem no início do ano em como vão decorar a árvore no próximo Natal, que saíssem mais aos domingos e que dessem o melhor de si no trabalho – e não exercer suas atividades de olho no contracheque. É basicamente isso, são meus votos sinceros.

Quanto a mim, sei lá, né... Eu tô por aí.

Abraço.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Será que você gostou desse terno que eu comprei?

Será que você gostou do que eu fiz?

Será? ...

Às vezes eu acho que nada tem nexo ou, se tem, não consigo entender.

Vejo pessoas o tempo todo reclamando de suas vidas e do quão melhores poderiam ser. Trabalho, amigos, amores, o que quer que seja: ninguém nunca parece estar satisfeito com nada. E é exatamente aí que mora o perigo, eu acho. Uma vida de satisfações é uma vida feliz, por si só. Esteja satisfeito consigo. É o melhor que poderia fazer. Se superar é fundamental; constantemente aparecem obstáculos no nosso caminho. Saber superá-los é o que há. É quase como completar uma missão, se assim posso me expressar. Tá bom, vai... Talvez eu tenha sido um pouco rude. Não estamos num jogo de videogame ou algo do gênero pra completar missões, fases; matar o “chefão” no final do jogo.

Na vida real, o chefe não tem um HP, não seqüestra a princesa e, por conseguinte, não procura te destruir tendo este como único objetivo de vida. Os perigos ora se apresentam reais ora não. O grande objetivo é vencer. Mas vencer o quê? Quem? E por quê? A resposta poderia ser simples e é a que qualquer um responderia: vencer na vida. É... Sei lá.

Tenho saudades da época em que todas as pessoas não se preocupavam com esses pormenores e que porventura, vez ou outra, olhavam para o céu, em busca de estrelas. Tenho saudades da época em que se jogava conversar fora com a vizinha no portão de casa; das peladas de domingo e de sexta à noite - nessa o campo e o número de jogadores só se reduzia a mim e à Marcinha querida

Eu nunca aprendi a andar de bicicleta; tampouco a soltar pipa – pros mais salientes: aquela que tem uma linha, feita de papel e se perde no vento. Não sei se por não seguir esse modelo de criança do século passado eu virara o homem que não bebe cerveja e trata mal a esposa.

Eu quero ser livre. Livre dos moldes? Não! Fodam-se as minhas putas tristes, porque sem elas eu consigo viver. Falando nelas, por quê será que Ralskólnikov ainda não comeu aquela? Será que é por que o livro é chato demais e Dostoiévski era feliz no seu casamento? Ou será que é por que eu não sou suficientemente inteligente pra adentrar no universo da mente de um criminoso e criminalista? Sei lá...

Eu quero é ir pro Ceará. Manuel Bandeira que me desculpe mas Pasárgada tá muito fora de moda.

Lá eu posso ser feliz

As prostitutas são jovens e cobram mais barato

Eles vendem caranguejos na praia

E a rapadura com jabá é boa pra cacete

Vou-me embora pro Ceará

Vou –me embora pro Ceará.

Sabia que ela tá me esperando

Com seus longos cabelos e seu jeito engraçado de falar

Por isso é que os amores lá são verdadeiros

Vou-me embora pro Ceará

Vou-me embora pro Ceará

domingo, 10 de junho de 2007

Noite à fora

Contos da vida, sei lá... Acredito que alguém precisa disso. Então, a gente fica. O que fazer? Como criar nexo pras coisas? Cada vez que eu posto, criam-se mais dúvidas. Nunca me perguntei, por que não postar uma solução? Ou, a solução. Seria minha mente confusa a tal ponto de ser capaz de identificar as coisas e não pensar em resolvê-las? Hum... Não quer dizer nada. É o reflexo do cotidiano; o reflexo da vida: primeiro os problemas, depois a solução. Isso parece um pouco óbvio; mas não é. Enfim, deixemos essa questão de quem deve criar o quê e quando pra pessoas que estejam dispostas a pensar na correlação dos fatos. Economistas(hehehehehe).
Porém, é à noite que os gatos são pardos. De verdade... Gostaria, nessas horas, de ser amigo da inocência pra levá-la a um passeio. Assim, quem sabe, ela se entregasse à subversão. Quem sabe, virasse calúnia. Difamação.
Pelos becos, estreitos, à mercê de tudo, vê-se a real face dos mascarados que costumam brincar de viver. Brincar de ser. Permitem-se ao jogo: são simples peças do pecado. Vidas que abdicam da criação em troca da perversão. É o instinto. O que, no fundo, prova que ninguém é diferente de ninguém. Não sei... O mundo caminha rumo ao abismo. O que vai ser do futuro? O que é progresso? Chamam isso de caos.
Volte e meia, eu penso nas cebolas. É sério. Por mais que meu ser as odeie - injustiça, porque não há razão óbvia pra isso - elas são as únicas que explicam essa questão(por mais incrível que pareça). O que me deixa ainda mais frustrado.
De novo: Na economia, rapidinho(licença poética? hahahaha), existe uma coisa chamada Análise de Regressão(Andei lendo). O que seria essa geringonça? Trata-se de selecionar inúmeros elementos, agrupá-los, independente do que sejam, e tentar estabelecer uma correlação. Estatística, enfim... Não entremos no mérito da coisa.
Agora as cebolas. Tava pensando no que elas teriam a ver com o ambiente nefasto descrito acima... Tudo. Imagino o seguinte: A cebola - mais uma vez, sendo parcial - tem um aspecto estranho que nos faz imaginar, olhando, assim, de início, como somos capazes de comê-la. Misturada à comida, sequer notamos sua "existência". Notamos, apenas, um leve gosto. Um sabor. Não que precise ser, necessariamente, Aquilo. Mais ou menos nesse caminho: As pessoas, com freqüência, evitam, desprezam, temem, o que vêem; mas, facilmente sucumbem ao que sentem. Mesmo que seja algo que já temeram, enfim.

É o mundo. Que coisa, hein...
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Perdoem-me:

"Colo, carinho e nunca mais."

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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Como costuma dizer nosso querido Kibe:


"Em breve voltaremos à nossa programação normal."

Pecados no mundo

Sim... Vez outra, eu acredito na existência deles. O mundo te faz acreditar que são, simplesmente, barreiras. Superá-las, mais uma vez eu reforço, não é uma questão de coragem. Talvez seja. É misto de curiosidade com medo; arrogância e desejo. Afinal, se o ser humano não fosse curioso, ainda estaríamos caçando animais por aí e levando nossas mulheres para casa com um tacape. Quanto a coragem, eu já não estou tão certo... No início dos tempos, o homem não tinha muito a perder. Com o passar dos anos, essa questão de "perda" adquiriu diversas conotações. Logo, todas essas juntas representaram o caráter do homem moderno.
Caráter é outra variável presente na equação da vida que, convenhamos, tende a um limite convergente único: nada. Na infância, a maioria dos pais impõe aos filhos a idéia de que um homem sem caráter não é um Homem. Complicado. Sim, não me refiro à questão do caráter quanto à integridade; mas sim, até que ponto o caráter pode se formar. Será que existe um molde? Com certeza. Ou não...
O caráter ideal é aquele criado pela sociedade e o ensinado na grande maioria dos lares. O homem que obedece às leis, se submete ao trabalho; bem como contribui para o progresso da nação. Mas por que, raios, tanta gente distorce isso? Seria mesmo caráter? Raciocinemos: Um mundo composto por pessoas de caráter é um mundo justo. Um mundo justo é mundo equilibrado. E por aí vai... O mundo e o equilíbrio coexistem? Mudo: A vida e o equilíbrio coexistem? Complicado. Melhor não entrar no mérito da questão. Melhor viver nesse confusorama que é o mundo das definições e a mente das pessoas.


Agradeço muito meus pais por terem me moldado à pessoa que sou.


Sinceramente: Um jovem tímido.

sábado, 2 de junho de 2007

A caixa de Pandora



Êpa! Hahahahaha. Certo, não é assim que eu deveria introduzir o tema... Deixa eu pensar só um pouco. Tá! A idéia original era colocar algo como a dança dos espíritos ou o pequeno pedaço do paraíso. Só que dançar, às vezes, é tão chato; e o paraíso acaba se tornando o lugar criado, idealizado, pelo homem para fugir dos contrastes e das injustiças sociais. Então, fiquemos onde estamos.
Pra ser sincero, ainda estou em busca de um tema, assim, mais específico. Não é que as idéias não existam. Muito pelo contrário. Acontece que captá-las(seria isso uma questão de captação?) depende de alguns fatores.
Qual a sensação de cuspir para o alto e ficar parado? -Não sei, mas deve ser desagradável- Ou então, de perguntar para o trocador do ônibus por que a passagem nunca diminui. Será que o universo é um dodecaedro? Afinal, a geometria é importante em que sentido a ponto de se dimensionar o que, até então, não era mensurável? Por que pensar em pensar, ou pensar num pensamento antes pensado?


Filosofia!


Por que os profissionais dessa área são tão mal remunerados? Será que tem a ver com o fato de a riqueza ser quantidade e não qualidade? Por que o direito não é um dever para os outros? A quem cabe o poder de julgar? Me digam por que os pontos não só interropem períodos? Por que têm de interromper vidas?


Xeque!


Aceito sugestões...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A new hope




É... Hojé é sexta. Que coisa, não? Maio, 25... Tudo parece igual. Eu não gostaria que tudo tivesse sido do jeito que foi, do jeito que está sendo. De pensar que esse "tudo" poderia ser diferente, melhor... Pior, também. Aprendi a pensar muito sobre a conseqüência de meus atos. Virtualmente, eu jamais teria imaginado viver o que vivi; rir do que ri... sofrer o que eu sofri. Não tenho palavras pra expressar o que isso representou na minha vida. A alegria que me trouxe: poder enxergar o mundo com outros olhos; poder fazer parte de uma realidade que eu sequer idealizara. Poder ouvir as coisas que eu ouvi; sentir o que eu senti. Me sinto um privilegiado, nesse ponto. De fato, eu sou. Posso me orgulhar de dizer que eu sou. Não que eu fui, mas que eu sou. Vou levar certas lembranças pro resto da minha vida. Rir sozinho dos momentos legais; tentar aprender com os problemas. Talvez, um dia eu me arrependa por não ter feito com que as coisas tivessem tomado um caminho diferente. Eu não quis que não tivessem: acho que não fiz por onde, a resposta. Não fiz o que deveria ter sido feito; fiz o que não deveria. As coisas vão se encaixando como sempre se encaixaram. Num momento, tudo vai bem: o vento está ao seu favor. E quando não tem que ser, ele está contra. Você pode fazer o que for: nada vai dar certo. Se desesperar, também, não é a solução. Pensar que a vida escolheu esse caminho por que tem de ser, é um começo, quem sabe.
Como vocês devem ter notado, eu tenho redigido textos "estranhos", por assim dizer. Desrespeitei, descaradamente, o ideal do blog que há tanto lutei pra manter. Disse, há muito, que a idéia era não se prender a um tema; não misturar a vida aos textos; e coisas assim. Peço desculpas por isso. Não só a vocês, mas a mim: que tava como um cordeiro; como um louco "chutando" cachorro morto, como dizem por aí(que feio); escrevia pra uma outra realidade que se criara. Não vou ser hipócrita e dizer: eu me arrependo. Gente, eu acho que quando se tem um sentimento; quando se vive de verdade; e, de repente, ele está sumindo: você se desespera. Principalmente, quando não se tem a que recorrer. Acho que fui meio covarde. Utilizei um espaço pra discutir; criar idéias; gerar polêmica, para falar da minha vida. Não me arrependo, em nenhuma instância. Fiz o que deveria ter sido feito, o que o meu coração queria que eu fizesse. Também tenho direito. Por isso, de agora em diante, vocês não ver textos do gênero. Em hipótese alguma. Pelo menos por muiiiiito tempo, que é o que eu pretendo pra esse blog. Aquele moleque que chorava, que exacerbava os seus sentimentos; os deixava a flor da pele, ficou junto com a fitinha, no passado. Hoje, ele existe sim, mas de verdade: mais forte, seguro. E ele prometeu que as coisas vão ser diferentes e, de fato, vão. Como tem de ser.
Vou aproveitar pra ressaltar que tá doendo sim. Que a ausência é de fato aquele "vazio". Não me refiro a presença, mas a tudo de uma maneira geral. Cada dia, cada mensagem não recebida. Cada passeio não feito; "eu te amo's" não ditos; cada vida que foi destruída, sonhos. Esses vão dar lugar a outros. Eu acho. Força rapaz, segura isso! Por favor! O que fica é aquilo: poderia ter sido diferente. As coisas, agora, poderiam ser diferentes.
Tou lutando. Acho que fazendo um pouco das tripas coração. Mas a gente sabe que o que passou, passou. E o que virá, virá. Isso, só Deus sabe. A resposta, em parte, a gente tem. Dizer é difícil. Dizer não é possível. Não deve ser. Mas se tiver, será. Voltou pro zero. Se vai sair, o tempo, com certeza, deve responder. Eu tenho um palpite. Enfim... Dói escrever isso. Ô se dói! Dói, mais ainda, olhar pra trás. Dói ver que a gente tá crescendo, amadurecendo. Seguindo certos caminhos. A maior dor é saber no final das contas nada foi diferente: as pessoas estavam certas. A vida, mesmo, estava certa. Felicidade é o momento, e esse deve ser vivido, muito bem(guardem isso. E vivam. Mas não prometam nada, por favor! Esse vai ser o maior erro de todos. Não construam nada, não pensem. Eu sei o que é. Vivi. O que vocês "querem" vai acontecer se vocês souberem por onde. Não se vocês ficarem idealizando. Na boa: isso não dá certo. Pensem que o que tiver de ser, será. Vocês vão ser muito mais felizes. Eu gostaria de feito isso antes). Não tenho mais o que dizer, nem a quem recorrer. Acho que tá aí. Lição de vida parte I, ou um milhão! Eu acho que a gente tá em constante aprendizado. E o que a gente aprende, no fim de tudo, é que nada deve ser constante... Nada mesmo(anotem isso, por favor!).
Tá tudo aí. Acho que chega, né? Amanhã vai ser um dia novo; e depois também. Sigam em frente, nada temam. A felicidade aparece sim, sô! É só não esperar!


Eu tô lembrando das begônias: "O amor é como uma flor: deve ser regado todos os dias para crescer, florescer". Acho que era isso. Se eu tivesse prestado atenção nas coisas que eu escrevo, acho que essa flor não teria murchado.
Eu acredito que a mesma nunca mais vai existir. A MESMA. Pode surgir outra onde aquela existiu. E vai existir outra, porque tem de ser. Na verdade, ela está se formando. Aos poucos, a vida vai dar um molde. É aquilo: é muito novinha, não resiste às pressões, às influências. Mas se murchar, vai ser totalmente diferente...



Ufa! Ai, é isso.


Respeito a tudo.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Dona

Ei, meu manjar!
As estrelas vou te prover
Da solidão te tirar,
com meu amor te acolher!

Sei que desse amor já provou.
Viste-o partir
Quando a flor murchou,
Ao invés de chorar, só quisera rir.

Quem sabe o que é amar?

Vestiste saia
Vesti terno
Vestiste seda!
Vesti meu jaleco!

Raios!


Dos teus abraços, o calor
Dos teus lábios, o mel
Da inocência, o frescor
Transcrito ao papel


Inspiração, louvor, carícia
Jennifer, Angelina e Alícia

O que são?

A lua, não pude trazer-te
O céu era o limite
A dor, saudade
Socorro, Nefertite!


Ainda me lembro daquele julho,
Que me remetia a Outubro
Contemplaste-me em Setembro,
E foi-se maio, no início de março


"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar..."
Dizia aquela mulher que tanto gostava do poeta de nome, que influenciou uma geração,
uma legião;

Me lembro de tantas...

Ah, o Arpoador
A marina, que glória!


Eles, também, existiram: Um tem nome de rei, o outro de santo. Tem um que chamam até de guerreiro. O resto... é melhor não citar.


Poemas escrevi
De contos, participei
Fábulas criei
A devaneios, me permiti


O que eu queria era te abraçar
Feliz, sorrir
O lençol, dividir
Docinhos, criar

Quem dera, eu
Quem dera, você

Quem dera...


Lembro-me, diziam:
"Isso tudo não te é permitido"
Não foi-me
E nunca deveria ser

Enxuguei suas lágrimas
Jura?
Enxusgaste as minhas


Chorava por amar-me
Chorava por perder-te

Segredos, por que
Fronteiras, pra ver
Chão pra caminhar
Obstáculos ultrapassar


Vida


Rapunzel
Margarida
Chapéuzinho

Comédia
Drama
Sozinho

O que vai ser daqui
O que vai ser pra mim
O que vai ser pra você


Morena.

sábado, 5 de maio de 2007

Sexo Verbal-Meu querido diário

Acreditem: Hoje eu levei um chute! Quer dizer, hoje não; ontem. Melhor ainda, há uns dias. Diria que hoje a dor sumira. Desaparecera. Por outro lado, os resquícios que ela deixara vão me marcar, talvez, pelo resto da minha vida. Não foi qualquer chute. Apesar de existirem vários(acreditem, vários. Daqueles que um livro de auto-ajuda vai te aconselhar a aprender com os erros. Se é que você errou.), uns deixam hematomas permanentes. Esse foi um chute pra acordar; um "sacolejo"(nossa! o nível tá caindo... perdoem-me.). Quem me chutou disse: "Cara, tá tudo errado!!! Pra onde a gente está indo? pra o mundo tá indo?". Isso não foi uma campanha para o meio-ambiente; um destaque acentuando a violência. Nada disso. Embora sejam importantes, não se referem - pelo menos de maneira direta - ao tema. Complicado demais.
Gostaria de ter levado esse chute, há muito tempo. Lá nos primórdios. Pra ser sincero, gostaria que os meu pais tivessem levado esse chute. Melhor: que todas as pessoas fossem chutadas, generalizando. É o que precisa ser feito, uma questão de justiça.
A essa altura do campeonato, fica complicado. Cresci com uma cultura diferente. Pensava, até então, de outra forma. E continuaria pensando, se não tivesse sido alertado da existência de um outro mundo. Eu sempre soube, pra ser sincero. Na verdade, todos sabem, mas o ignoram. É arriscado. É preferível viver sendo passivo a buscar novas formas de pensamento. Questionar! É, questionar. Antes de agir, questione-se. Pense se é realmente certo. Reflita. De verdade. Mais uma vez. Olhando com atenção as coisas certas, é possível chegar a resposta. Não cabe a mim chutar ninguém. Explicar isso seria, com certeza, impossível. Na verdade, explicar, não; Convencer. O que posso aconselhar é que procurem informação, a instrução certa. Com as pessoas certas. As oportunidades estão aí, cabe a nós todos enxergá-las.
Se eu entrar nesse jogo, vou entrar pra ganhar. É a única saída. Jogarei conforme as regras, visando a justiça. Focar o objetivo, enxergar as oportunidades, sem medo dos riscos. Ou então, ficar na corrida dos ratos, mesmo. "Quem sabe, assim, seja melhor..." pensamento de muitos. Mas por que não um fast-track(não sei se a expressão tá certa)? Cabe a você, a mim, a quem quer seja, optar pela segurança ou pela emoção.


"Vencer nem sempre é remar conforme a maré"*



*adaptação de uma frase dita por alguém que optou pelo caminho mais difícil.



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Anedotas da vida


"Vale a pena esperar um pouquinho. Quem vai com muita sede ao pote, sempre o encontra vazio. Quem sabe amar e apreciar aos poucos, sabe o que fazer e quando fazer. Já vi essa cena antes. Já entendi, e deixei. Aprendi muito com isso. Não sei o que quer, mas sei que o quer que seja vai acabar dando certo. Cada vez mais me sinto como se tivesse interrompido um ciclo; uma história. Não quero ser o obstáculo para destruir o que deve, por qualquer razão, existir. Retiro-me a minha insignificância. O tempo sabe o que faz. Aprendi a administrá-lo, ao invés de simplesmente ser administrado única e exclusivamente por ele. O que não quero é dar murro em ponta de faca. Só. Quanto ao resto... o que tiver de ser, será."

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Untitled(Uadarréu!!!)

19:07, que legal. Hora boa pra escrever qualquer bobagem. Sorte de hoje? Não. Letras de música? Poemas? Cartas, ou seja lá o que for? Não, não e não. É! Rááá! Hahahahaha. Não sou louco. Embora eu esteja escrevendo pro vento, pro tempo. Mandando um recado pra mim mesmo. Claro, também não é o recado que eu gostaria que deixassem. É simplesmente... Sei lá. Pô, deu vontade de escrever qualquer besteira. Sou livre, somos todos. Liberdade de novo? Ih... A gente sempre acaba caindo nesse tema. Enfim... Não há de especial pra ser escrito. Nada que, mais uma vez, seja digno de ser postado, lido, encarado como um texto decente. Ah! Decência. Tô me enrolando. É gente, a coisa aí fora tá ficando séria; o povo - o mundo- tá perdido.
Eu procuro sempre não misturar assuntos pessoais ao que eu escrevo. Sim, é difícil. Uma vez ou outra, arruma-se uma brechinha. O tema do blog é claro: liberdade. Seria injusto me prender às injúrias, frustrações, emoções do cotidiano. Os textos, da maneira que são escritos, evidenciam o seu humor. Às vezes, a gente acorda com o pé esquerdo. Expressão, em si, bastante preconceituosa. O canhoto, mais um vez, é visto como errado. Óbvio! Fruto de uma cultura ridícula, cultivada durante os séculos. O fato é que hoje - desculpem. Isso é imposição. Eu não gosto de imposição; acredito que a maioria de vocês, também, não. Não cabe a mim, julgar o dia certo de discutir sobre as coisas. Acontece que isso vai render, como dizem por aí, "pano pra manga"- não é dia de colocar os canhotos em pauta.
Como estava dizendo, antes de comentar sobre os canhotos: pessoal e "trabalho"(pessoal, é um ofício. Ora bolas! Só porque eu não pago imposto por isso, não opino sobre a economia, política do estado, não significa que eu não contribua culturalmente para o progresso social). Essa questão. Não misturar os dois de forma alguma.
Ai(isso tá soando meio, assim, "suspeito")... Mal sabem vocês que eu queria tanto comentar sobre o meu dia. Mal sabem vocês que eu gostaria de dizer que meu ônibus quebrou; que eu conversei com o presidente; que eu viajei num mundo de pensamentos na aula de história. É bem difícil... Só que fazer o blog de "meu querido diário" é covardia. Sério. Covardia. Não discriminando quem tem, por isso, hábito. Acontece que é o meu ponto de vista. Fazer dos leitores, psicólogos... Não dá. Por isso, vou continuar mantendo a ética acima de qualquer anseio. Faz parte, afinal. Que droga, né?

Queridos: faço do meu tempo, a cultura. E da cultura, os textos; das frustrações, o amor.


P.s.(piada que não sai da cabeça. uma hora sai): "O que é, o que é? Maior que o nariz do pinóquio e menor que a tromba do elefante?"

Sem graça. Péssimo gosto. Muito(cof! cof!) mau escárnio.


uadarréu é em homenagem ao nosso querido jacaré banguela.

terça-feira, 27 de março de 2007

Escolhas II

De volta a esse velho tema. Pra alguns, um tormento; pra outros... um tormento, também. Não me levem a mal, mas eu acredito que não haja ninguém, em sã consciência - principalmente, os jovens. Mais os jovens do que ninguém - que tenha chegado a alguma idéia. Traçado metas. É difícil, porém, convenhamos que é de suma importância. Justamente por isso, que, às vezes, se torna muito mais difícil de se escolher.
"O que fazer" já é clássico, fichinha. Esse é mais um aspecto negativo na hora de tomar qualquer decisão, de fazer uma escolha; que, por sua vez, está(isso fica a critério do quão organizada é sua vida)/estará ligada a muitas outras, conseqüentemente.
É um assunto bem amplo, interessante de se discutir, mas, infelizmente, bastante relativo. Seria muito fácil dizer que escolher é complicado. Isso é senso comum. Também, não direi: "ah! deixa pra lá!". Aconselho que sejam bem críticos. Procurem pensar mais em como isso pode afetar, direta ou indiretamente, o futuro de quem quer que faça parte do seu círculo social, do seu futuro. É, deixe o egocentrismo de lado, pelo menos nesse momento, se for o caso. Embora, certas escolhas, baseadas no egocentrismo, possam influenciar de modo proveitoso, também, em quer que esteja ligado a sua vida. Assim como escolhas bem ponderadas podem arruinar seu futuro, e... bom, o resto conclui-se. O que manda, de fato, nisso, não somos nós, nem nossos atos. É a vontade de fazer um mundo melhor. Enquanto isso não for possível, ficamos à mercê do bater de asas daquela borboleta.

quinta-feira, 22 de março de 2007

40 dias no espaço

Sinceramente, as coisas não são difíceis. Não são mesmo. Por que falo isso? Na qualidade de que, ou de quem? Sim, eu acho que dizer, simplesmente, por dizer é complicado. A questão fundamental é acreditar. É o princípio básico. Se você estiver na pior... É, na pior(me refiro ao seu estado de espírito), anime-se, ame. Se você pensa que tudo é nada, ame. Se você se sentir sozinho, ame. Se você não quiser nada, ame. Ou até mesmo, se você quiser tudo, ame. Amar, amar e amar.
As coisas são tão mais fáceis, e ao mesmo tempo difíceis. É o passeio que você não quer que termine. É a cotação que vai estar sempre em alta na sua bolsa de valores. É a sua mente gritando, exclamando. É sua vontade louca de dar atenção e receber atenção de alguém.
Te motiva, te faz pensar num ideal maior. Faz da vida aquele gostoso pôr-do-sol na pedra da praia do Arpoador; aquela caminhada debaixo de um céu nublado, de volta pra casa, às quatro da tarde; o "te-amo" que fica sinceridade de um olhar, no calor de um abraço, na iminência de um beijo. Onde esse "te-amo" é o mesmo que faz você pensar que o mundo é perfeito; que o tempo não vai passar na eternidade dos microssegundos que o regem.
Quando ele te fizer pensar que o frio não é, simplesmente, ausência de calor; faça dele o motivo pra pensar que o frio não existe. Faça da culpa o equívoco, e do equívoco... o amor! Faça dele o motivo de seus pensamentos, e desses pensamentos - ah! - o motivo pra continuar amando. Quando estiver sozinho, e quiser atenção, não faça da fibra óptica, a reflexão dos pulsos eletromagnéticos convertidos em luz. Faça a reflexão dos pulsos eletrostáticos de todo o amor. E finalmente , quando não amar, ame mais ainda.

terça-feira, 6 de março de 2007

Escolhas


"Hei! o que você quer fazer da vida"? Quem nunca escutou isso, ah, que atire a primeira pedra. Mas, pode atirar mesmo. Joga com força. Porque, realmente, cá entre nós: é desagradável. Elas querem, na verdade dizer: "Ô, seu vagabundo! Acorda pra vida!". Não, a qualidade dos assuntos, aqui abordados, não está caindo. Talvez esteja. Mas, não a tal ponto. Tenham certeza de que, a cada segundo - é, pode ser nesse exato momento - as pessoas estão dizendo isso a alguém. E, se me permitem, na maior das boas intenções. É claro... Afinal, somos solidários por natureza. É sobre isso que venho discutir. Mais um vez, não impondo nada. A idéia é discutir. Só.
Escolhas. Por que escolhê-las? Por que? Já pararam pra pensar que, durante toda a vida, vivemos cercados delas? "Oh, não me diga!". É fácil ser irônico. É fácil, simplesmente, se sentir superior às coisas. Muito fácil. Nesse momento, é provável que estejam pensando: "Tudo isso é claro e evidente". Talvez, nem tanto. Aliás, não é. O mal é que as coisas são sempre claras e óbvias, não é? Somos perfeitos. Somos capazes de tornar tudo tão simples. Somos capazes, até, de dizer que isso é besteira. Vejam só: besteira! Agora digam "oh". Vão em frente: "oh!". O mais alto que puderem. Deixando o ego sobrepor-se. É, meus caros. Gostaria, mesmo, de encontrar pessoas assim. Capazes, não só, de dizer que as coisas são fáceis, que é tudo simples. Mas de admitir que são, suficientemente, capazes de serem o ser que se deve ser. É, é verdade. Tudo bem. Estou impondo, né? "O ser que se deve ser!" Não é desse jeito. Não deve ser desse jeito. Tá aê: Ser justo. Cabe a você escolher.
Continua...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Pequenas coisas


Postar, postar e... postar! Ah, como é bom, e, às vezes, trabalhoso. Mas, vejam bem: não encaro isso como obrigação; sim, como diversão, LIBERDADE. Tá aí, mais uma vez, a dita cuja. Vivendo e aprendo é que se aprende a não se prender. Trocadilho sem graça, admito. Nunca fui bom nessas coisas. A verdade é que não há nada - oh, que pena - a ser dito. Agora vejam só: O sujeito passa milênios sem escrever, e agora, do nada, repentinamente, resolve VOLTAR A ATIVA. Que engraçado, gente. É... Convenhamos: se for pra ser publicado, que fique, ao menos, decente. Não que os outros não tenham sido, ficado. Longe de mim. Mas, a minha modéstia me permite, apenas, dizer que eles estavam próximos a ela. A decência. Encare como quiser. Encaro como quiser. Encarar... Pois é, encarar. Por que sempre enfrentar as coisas de frente? Por que não dar as costas, ignorar? É tão fácil. Por que vencer? Por que ser feliz? Não seria mais fácil ser nada? Digo, nada, mesmo. Estar sempre em busca do ideal. É tanto trabalho... Sempre constante. Inconstante. Perdido. Perdição. Socorro! Perdi-me nas palavras; perdi-me no tempo; perdi-me. Louco.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Um pouco reflexão


O post de hoje, desculpem-me, não contém nada de "oh! o texto". Até porque, mais uma vez, desculpem-me, não é essa a intenção. Também não preciso dizer qual é a idéia do blog, desse espaço. Gostaria, apenas, de deixar claro o quanto é bom refletir sobre as coisas, de maneira que se possa avaliar as conseqüências que estas te trarão. Pode parecer chato, às vezes. Com certeza. Mas, é de suma importância, também, para construção - bem-estar social - de seus sonhos. Principalmente, se você, de qualquer forma, tem boas perspectivas para a vida. Reflita. Reflita mesmo. Não custa nada. Não é perda de tempo. Se você tem uma visão ampla; quero dizer, no sentido de "sempre aproveitar as coisas. E que tudo que, aparentemente, é inútil não deve ser feito"; pense nisso como um investimento. Claro que na mais fria das hipóteses. Mas o que vale é pensar sobre.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

A verdadeira liberdade


Ser livre. É... Complicado, não? Sim. Por que? Bom, levando em conta a vida, suas restrições, responsabilidades, etc, posso dizer que é complicado, de fato. Ser livre não é, simplesmente, estar solto por aí com a consciência de que se pode fazer o que quiser, no momento em que quiser. Até porque, disso você só tem consciência. Essa liberdade se restringe apenas ao direito de ser livre. Mas eu pergunto: o que adianta? Me digam, o que adianta? Constantemente, estamos presos à sociedade, a um estilo de vida, às tendências, às idéias, ao trabalho, enfim, a tudo. Como podemos ser livres e presos, ao mesmo tempo? A liberdade está, meus caros, nos momentos em que lhe foi concedida apreciá-la? Como? Nas suas horas de folga, na sua pequena liberdade? Difícil, demais, de entender. Acho que é um caso perdido. Ser escravo das obrigações, ser escravo do tempo. Somos todos perdidos, reféns, acuados, reprimidos, loucos de vontade de colocar tudo pro ar. Mas, ainda dessa maneira, estaremos presos. É, não estou louco. Garanto, também, que vocês não estão. Nessas situações, a gente cria um blog. Sim, um blog. Um com o título: Freedom Valley. Aqui você não vai encontrar liberdade. Com certeza, não. Mas, você vai encontrar idéias, posts, comentários(é, liberdade de expressão.), que te colocarão mais longe do cotidiano, tão sem graça... assim, quem sabe, poderemos juntos, num misto de idéias; na vontade de deixar tudo, e ao mesmo tempo, nada; construir a base que precisamos pra lapidar a rocha que é a rotina. Digo mais: Cada dia, escrevendo, estarei um pouco mais leve - e por que não? - livre. Nesse espaço, posso fugir de tudo, de todos. Posso ser o que eu quiser. O que o mundo não vai impor que eu seja. Que vocês sejam. Espero poder ajudá-los, com os textos, que serão tristes, cômicos, críticos, felizes. Livres. Portanto, vamos lá. O trabalho está só começando.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

De volta à ativa


Pois então, cá estou de volta, humildemente, ao que, um dia, pensei ser meu recinto. Voltar... Por que? Simplesmente, pelo fato de estar de volta? Não. Um pouco mais do que isso, eu diria. Acho que, além da necessidade de escrever, assim, de quando em vez, existe, também, a necessidade de expor o seu trabalho. Sim, seu trabalho, meu trabalho, nosso, que seja. Estou aqui, escrevendo, pra compartilhar idéias. Qualquer coisa. Bom, não é exatamente isso... Tá, vamos caminhar devagar, um passo de cada vez.
"O ser". Hum... belo começo. Mas, ainda não é isso. "Socorro!!! Não sei o que fazer." Quase. Vou começar a falar das cebolas. É, não é engraçado. Quem sabe, assim, eu me motivo? Continuando, as cebolas, meus caros... ops: " sf 1. Planta hortense; 2. o bulbo dessa planta, usado como condimento; 3. qualquer bulbo". Essa é a cebola que vocês conhecem. Quer dizer, não com essa definição, e blá blá blá. Mas como o tempero que a mamãe usa na galinha de domingo. Que, no fundo, darl, não deixa de ser a mesma coisa. Será? Lamento dizer, mas a cebola - ah, a cebola. Eca! - é algo(pra não dizer um ser, um alien. Melhor: um parasita) grotesco, e que de nada serve como tempero. Porque a idéia do tempero é dar um toque, realçar o sabor da comida. Na linguagem cotidiana, dar um "quê". A cebola, pobrezinha, não foi abençoada com esse talento. No grupo das plantas, é a "irmã" má. A ovelha negra da horta. Soa estranho falar de uma planta, usando um animal. Principalmente, porque ovelhas não ficam na horta. E plantas, até onde eu sei, não se agrupam em família. Imaginem só: "Ah, que pena. Soube que o avô do tomate morreu ontem. Meus pêsames!" Um pouco bizarro. Mas é compreensível que pessoas partilhem de idéias assim. Se não, assista àquele filme, aquela coisa asquerosa, muito bem feita, da série de filmes com sérias restrições orçamentárias: "Corra que os tomates assassinos vem aí". Algo assim. Existe mesmo. Enfim, sou cinéfilo e, nada tenho contra os tomates. Mas sim, contra as cebolas. Que seja! É só uma expressão. Dá pra entender... Voltando, você já sentiu aquele gostinho, algo ácido, misturado à comida, que, quem sabe, fora tão bem feita? É algo que arde, estraga o sabor de qualquer coisa que seja. Até do Big Mac. Sim, dele mesmo. O intocável. Os gordinhos que me desculpem, mas é verdade. Junto ao pickles(outra coisa que não é legal.), ao, misterioso, molho especial, e aos outros condimentos, lá está ela. A dita cuja. Tentando sair. Brigando com os outros. Porque, assim, de repente, você perde o apetite logo na primeira mordida. Ela é má. Reprimida. Isso é culpa do preconceito da parte das outras plantas. Uma planta rebelde. Tá aí, planta rebelde! Por que não? Título: "Cebola-A planta punk". Hum... Perfeito. Pois é... Essa é a cebola. Ácida, triste, e rebelde! Diferente da cebola que vocês conhecem. O outro lado de uma planta. Desse jeito, conhecendo-a bem, o almoço, aquela galinha, pode não ter o mesmo sabor. A dica é: Cuidado.