terça-feira, 6 de março de 2007

Escolhas


"Hei! o que você quer fazer da vida"? Quem nunca escutou isso, ah, que atire a primeira pedra. Mas, pode atirar mesmo. Joga com força. Porque, realmente, cá entre nós: é desagradável. Elas querem, na verdade dizer: "Ô, seu vagabundo! Acorda pra vida!". Não, a qualidade dos assuntos, aqui abordados, não está caindo. Talvez esteja. Mas, não a tal ponto. Tenham certeza de que, a cada segundo - é, pode ser nesse exato momento - as pessoas estão dizendo isso a alguém. E, se me permitem, na maior das boas intenções. É claro... Afinal, somos solidários por natureza. É sobre isso que venho discutir. Mais um vez, não impondo nada. A idéia é discutir. Só.
Escolhas. Por que escolhê-las? Por que? Já pararam pra pensar que, durante toda a vida, vivemos cercados delas? "Oh, não me diga!". É fácil ser irônico. É fácil, simplesmente, se sentir superior às coisas. Muito fácil. Nesse momento, é provável que estejam pensando: "Tudo isso é claro e evidente". Talvez, nem tanto. Aliás, não é. O mal é que as coisas são sempre claras e óbvias, não é? Somos perfeitos. Somos capazes de tornar tudo tão simples. Somos capazes, até, de dizer que isso é besteira. Vejam só: besteira! Agora digam "oh". Vão em frente: "oh!". O mais alto que puderem. Deixando o ego sobrepor-se. É, meus caros. Gostaria, mesmo, de encontrar pessoas assim. Capazes, não só, de dizer que as coisas são fáceis, que é tudo simples. Mas de admitir que são, suficientemente, capazes de serem o ser que se deve ser. É, é verdade. Tudo bem. Estou impondo, né? "O ser que se deve ser!" Não é desse jeito. Não deve ser desse jeito. Tá aê: Ser justo. Cabe a você escolher.
Continua...

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