
É... Hojé é sexta. Que coisa, não? Maio, 25... Tudo parece igual. Eu não gostaria que tudo tivesse sido do jeito que foi, do jeito que está sendo. De pensar que esse "tudo" poderia ser diferente, melhor... Pior, também. Aprendi a pensar muito sobre a conseqüência de meus atos. Virtualmente, eu jamais teria imaginado viver o que vivi; rir do que ri... sofrer o que eu sofri. Não tenho palavras pra expressar o que isso representou na minha vida. A alegria que me trouxe: poder enxergar o mundo com outros olhos; poder fazer parte de uma realidade que eu sequer idealizara. Poder ouvir as coisas que eu ouvi; sentir o que eu senti. Me sinto um privilegiado, nesse ponto. De fato, eu sou. Posso me orgulhar de dizer que eu sou. Não que eu fui, mas que eu sou. Vou levar certas lembranças pro resto da minha vida. Rir sozinho dos momentos legais; tentar aprender com os problemas. Talvez, um dia eu me arrependa por não ter feito com que as coisas tivessem tomado um caminho diferente. Eu não quis que não tivessem: acho que não fiz por onde, a resposta. Não fiz o que deveria ter sido feito; fiz o que não deveria. As coisas vão se encaixando como sempre se encaixaram. Num momento, tudo vai bem: o vento está ao seu favor. E quando não tem que ser, ele está contra. Você pode fazer o que for: nada vai dar certo. Se desesperar, também, não é a solução. Pensar que a vida escolheu esse caminho por que tem de ser, é um começo, quem sabe.
Como vocês devem ter notado, eu tenho redigido textos "estranhos", por assim dizer. Desrespeitei, descaradamente, o ideal do blog que há tanto lutei pra manter. Disse, há muito, que a idéia era não se prender a um tema; não misturar a vida aos textos; e coisas assim. Peço desculpas por isso. Não só a vocês, mas a mim: que tava como um cordeiro; como um louco "chutando" cachorro morto, como dizem por aí(que feio); escrevia pra uma outra realidade que se criara. Não vou ser hipócrita e dizer: eu me arrependo. Gente, eu acho que quando se tem um sentimento; quando se vive de verdade; e, de repente, ele está sumindo: você se desespera. Principalmente, quando não se tem a que recorrer. Acho que fui meio covarde. Utilizei um espaço pra discutir; criar idéias; gerar polêmica, para falar da minha vida. Não me arrependo, em nenhuma instância. Fiz o que deveria ter sido feito, o que o meu coração queria que eu fizesse. Também tenho direito. Por isso, de agora em diante, vocês não ver textos do gênero. Em hipótese alguma. Pelo menos por muiiiiito tempo, que é o que eu pretendo pra esse blog. Aquele moleque que chorava, que exacerbava os seus sentimentos; os deixava a flor da pele, ficou junto com a fitinha, no passado. Hoje, ele existe sim, mas de verdade: mais forte, seguro. E ele prometeu que as coisas vão ser diferentes e, de fato, vão. Como tem de ser.
Vou aproveitar pra ressaltar que tá doendo sim. Que a ausência é de fato aquele "vazio". Não me refiro a presença, mas a tudo de uma maneira geral. Cada dia, cada mensagem não recebida. Cada passeio não feito; "eu te amo's" não ditos; cada vida que foi destruída, sonhos. Esses vão dar lugar a outros. Eu acho. Força rapaz, segura isso! Por favor! O que fica é aquilo: poderia ter sido diferente. As coisas, agora, poderiam ser diferentes.
Tou lutando. Acho que fazendo um pouco das tripas coração. Mas a gente sabe que o que passou, passou. E o que virá, virá. Isso, só Deus sabe. A resposta, em parte, a gente tem. Dizer é difícil. Dizer não é possível. Não deve ser. Mas se tiver, será. Voltou pro zero. Se vai sair, o tempo, com certeza, deve responder. Eu tenho um palpite. Enfim... Dói escrever isso. Ô se dói! Dói, mais ainda, olhar pra trás. Dói ver que a gente tá crescendo, amadurecendo. Seguindo certos caminhos. A maior dor é saber no final das contas nada foi diferente: as pessoas estavam certas. A vida, mesmo, estava certa. Felicidade é o momento, e esse deve ser vivido, muito bem(guardem isso. E vivam. Mas não prometam nada, por favor! Esse vai ser o maior erro de todos. Não construam nada, não pensem. Eu sei o que é. Vivi. O que vocês "querem" vai acontecer se vocês souberem por onde. Não se vocês ficarem idealizando. Na boa: isso não dá certo. Pensem que o que tiver de ser, será. Vocês vão ser muito mais felizes. Eu gostaria de feito isso antes). Não tenho mais o que dizer, nem a quem recorrer. Acho que tá aí. Lição de vida parte I, ou um milhão! Eu acho que a gente tá em constante aprendizado. E o que a gente aprende, no fim de tudo, é que nada deve ser constante... Nada mesmo(anotem isso, por favor!).
Tá tudo aí. Acho que chega, né? Amanhã vai ser um dia novo; e depois também. Sigam em frente, nada temam. A felicidade aparece sim, sô! É só não esperar!
Eu tô lembrando das begônias: "O amor é como uma flor: deve ser regado todos os dias para crescer, florescer". Acho que era isso. Se eu tivesse prestado atenção nas coisas que eu escrevo, acho que essa flor não teria murchado.
Eu acredito que a mesma nunca mais vai existir. A MESMA. Pode surgir outra onde aquela existiu. E vai existir outra, porque tem de ser. Na verdade, ela está se formando. Aos poucos, a vida vai dar um molde. É aquilo: é muito novinha, não resiste às pressões, às influências. Mas se murchar, vai ser totalmente diferente...
Ufa! Ai, é isso.
Respeito a tudo.
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