sexta-feira, 25 de junho de 2010

Con te; Senza te: La vitta di noi tutto

Voltei. É, isso aí mesmo. Brevemente, mas voltei; e não foi direto da Itália, seus invejosos: Foi de um período de longas reflexões - algumas de cunho existencial; outras... Nem tanto - onde eu pude de fato extrair verdades da essência do meu ser e que venho compartilhar com vocês, aqui no blog.


(...)

Mentira, ainda não cheguei a esse estágio de abstração. E creio que jamais sucumbirei ao ápice da bicho-grlice que isso parece. Agora,

Verdade: Vim porque estava com saudades de falar os noissances² que caracterizaram esse blog em muito do que aqui se produziu em seus três anos de vida; também, represento um amigo (é, seus cafuçus¹, advogado de bode expiatório é a mãe), cuja história inspirou-me a problematizar acerca do que se seguirá a partir daqui.

Nomes. Em princípio, por força mais uma vez da pseudo-rousseaulismo daquilo que chamamos de sociedade civil, todos nós temos o nosso; excetuando-se aqueles, que por razões de disparidades sócioeconômicas ou por vergonha do excesso de embriaguez originalidade³ de seus progenitores, em pleno século XXI ainda não possuem o seu. Aliás, temos é muito orgulho dele; a ponto de ensaiarmos monológos estaafúrdios diante do espelho, repetindo-o, bradando em perfeito e audível grunhido a forma como nos identificamos perante nós mesmos nesse recinto onde não-deliberamente nos relacionamos. Vêm sob as mais diversas personas: Revelando um desejo não-atendido - "Amora", a fruta que estava fora do alcance das súplicas da gestante; Jasmin, ou o perfume que exalava da gola do cônjuge; Iara, por a mãe de seu bijou não ser um baiacu, sim, uma sereia; Dédalo: Seu filho pode voar, mas é preciso prudência; Rafael: Em 1989, para os pais que pensaram que em 20 anos definir-se-ia um novo conceito de autencidade e, hoje, viram o produto resultante ser mais um José português, ou Mohammed árabe ou ainda Francisco no Ceará, que tomava banho em cacimba; etc. Há também aqueles que vieram de experimentos não-laboratoriais de pais indecisos - aqueles gostam de misturá-los; tal qual "Rodrigor" (um salve para o amigo "cabeça-de-ovo", o qual ainda não teve o privilegío de ler as coias que cá se blasfemam). Os made in (baby do)Brasil: Sheeva, shara hell it shivers. Enfim, seja qual for o seu, fato é que todos nós bem ou mal devemos nos orgulhar do nosso.

Dever também,

Sendo assim, é o de que deveríamos anunciá-los; instituí-los como pré-requisito de qualquer apresentação. De praxe, gente. No entanto de maneira impressionante insistimos muitas vezes em não fazê-lo. Mormente, nas populares conversas-de-fila-de-banco - todo mundo tem sua história. Lembramo-nos muito bem da cirscunstância; dificilmente do outro circunstanciado. A razão vem desse comportamento, qual seja, de não nos introduzirmos, apresentarmos a priori. Sendo estritamente racional, é a forma como sua memória identificará o fato pelo ambiente, causa e personagens - não, incógnitas. Pode parecer um tanto estranho e invasivo revelar um nome a uma pessoa a qual você não conhece: É muito mais fácil deixar-se levar pelo assunto consubstanciado à certeza de que jamais ver-se-á o indivíduo novamente do que se impor e denotar a forma como você pode ser identificado - independente da situação ex-post.
Entendo, há casos em que uma conversa se resume a um breve comentário da realidade. Nesse caso, por que apresentar-se? A efemeridade da situação dispensa tal ação. E de fato o faz... Refiro-me àquelas, que, principalmente em bancos, se estendem por horas. No momento do "até logo" que traduz-se primordial e estatisticamente em "até nunca", vamos em"não-tão"bora com mais um pensamento, uma aprendizagem; temos uma página do livro, as palavras, mas a identidade de alguns personagens será inevitavelmene ilegível.
Façamo-no; experimentemos. E talvez assim não nos prostremos mais diante de... Piolhentos[?], como aquele que sabiamente disse: "Se Deus criou as pessoas para amar, e as coisas para cuidar.... Por que amamos as coisas e usamos as pessoas?"

Você deve está a essa altura se perguntando: "Raios, por que preciso saber o nome? Basta-me a situação, o que ocorreu...

Isso será suficiente para alguns momentos de nostalgia".

E assim caminha a humanidade.

(...)

Antes de Shimbalaiar, uma pausa para os avisos:

1. "Que lixo". Volte a última frase do texto, e pense mais um pouco.
2. "Por isso, não uso drogas". Verdade. Quando você estiver trancado no seu escritório, chorando porque "... A vida é uma merda", no final das contas quem esteve apertando o baseando não foi ninguém, mas você mesmo.

Enfim, é isso. Um beijo e um queijo. Qualquer coisa, é só... Não, não quero e-mails.

1- Do auge do burguesismo cearense.
2- Muitos dos quais, aliás, brilhantes. O ideal do blog não foi ferido, porquanto leia-se "noissance" como "criatividade".
3-Licença poética.