Escrito originalmente antes da primeira prova de Métodos Quantitativos de um conhecido, o qual chegou a conclusão que excesso de conhecimento e ansiedade são uma combinação perigosa; "quem dera tudo fosse linear".
(...)
Devaneios Lineares
Considerando I= F(k1, k2, k3,...,kn) uma função que denota a renda de um indivíduo e k as variáveis que representam sua fonte renda e ganhos de capital, o objetivo principal de todos nós quirópteros sem asas, insanos, presos nessa jaula capitalista, é encontrar uma combinação linear que proporcione a seguinte transformação:
I¹->I∞ (1)
Então, como resolver esse problema?
Atualmente, a função I de estudantes universitários, trabalhadores braçais, flanelinhas, pipoqueiros, jornalistas e demais indivíduos financeiramente limitados, possui seu campo vetorial dimensionado em I²; em casos mais extremos, vale dizer, até em I¹ - onde, nessa situação, sua renda não depende de variável nenhuma, sendo o famoso eixo assintótico cartesiano "x". Ou, como os franceses o eufemizariam "zerrô". Sendo assim, é razoável admitir que exista uma matriz T qualquer que seja capaz de realizar (1) - no exemplo, particularmente, um escalar.
Ao longo da vida, conforme mais elementos são paulatinamente introduzidos no espaço E - caracterizado aqui como I - sua tarefa passa a ser a de calcular matrizes que transformem I¹, I², I³ em I∞; esse é o papel dos agentes e a função que alimenta o capital - como marx assim não o disse.
Mãos à obra.
(...) [não, não continua.]
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